Operação Condor

EMENTA

Este trabalho propõe -se a realizar uma investigação para localizar indícios, evidências e provas claras sobre a Operação Condor no Paraná que digam respeito a paranaenses e estrangeiros, envolvidos ou vitimados pela Operação dentro e fora do Estado do Paraná.

Metodologia:

A metodologia de trabalho e os procedimentos de pesquisa devem tentar responder à seguinte questão: quais seriam os principais eventos, tipos de ocorrências ou casos verificados pela Operação Condor que envolvem o Estado do Paraná e os paranaenses intra e extra - territorial.
Neste sentido, e buscando estabelecer uma estratégia abrangente para obter respostas adequadas para esta questão norteadora, parte -se das seguintes etapas e procedimentos de pesquisa:

1. Buscar identificar publicações e documentos que possam dar conta do Estado da Arte da Operação Condor, por meio de um trabalho prévio de pesquisa para localizar essas referências bibliográficas e documentais. A sistematização dessas referências cumpre duas finalidades: a primeira delas é para que os responsáveis pelo relatório do GT possam sintetizar o entendimento que as diversas fontes (oficiais e não oficiais) revelam ou apresentem sobre a compreensão e o significado da referida Operação Condor. É muito importante identificar até que ponto os Estados Nacionais e seus governos militares estiveram envolvidos oficial e extra -oficialmente, inclusive c om a participação da Central de Inteligência Americana, do Estado e dos Governos  norte-americanos que colaboravam entre si na Operação.

2. A segunda finalidade da organização dessas referências é disponibilizar ao grande público e às instituições de ensino e pesquisa o material bibliográfico e documental sobre este tema, cumprindo assim com um objetivo social na produção e divulgação do conhecimento histórico sobre o passado recente da América Latina.

3. Fazer averiguações nos arquivos públicos e nos centros de documentação das instituições civis e militares existentes em Curitiba e no Paraná sobre informações e registros em ordens de prisão, fichas cadastrais, ordens de busca, trocas de informações entre agências de controle e repressão política dos Estados do Cone Sul no período da ditadura militar, inclusive nas fichas do Instituto de Identificação, que contenham dados sobre perseguidos e presos políticos.

4. Solicitar aos responsáveis por arquivos pessoais ou de instituições privadas informações sobre o período e o tema investigado. Os arquivos de Aluísio Palmar e do Grupo Tortura Nunca Mais podem ser bastante esclarecedores sobre situações registradas, depoimentos e documentos oficiais fotocopiados.

5. Identificar informantes privilegiados, pesquisadores e especialistas no tema da Operação Condor, com a finalidade de enriquecer as informações e o entendimento da questão. Por outro lado, alguns desses relatos podem ser objeto de registro oficial para a Comissão da Verdade. Jair Krischke, além de ser um dos especialista s no tema, terá seu depoimento constando oficialmente no GT, a fim de contribuir para o relatório final, bem como os da Coordenadora do SERPAJ no Uruguai – Ana Juanche e o da Jornalista e escritora argentina - Stella Calloni e Martim Almada (Arquivos do Terror).


Coordenação:

  • Ivete Maria Caribé da Rocha
  • Norton Nohama

Equipe:

  • Ana Lucia Canetti, licenciada em artes visuais Faculdade de Artes do Paraná e mestre em psicologia pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
  • Antonio Urban.
  • Derli de Fátima dos Santos, pedagoga, especialista em pscicopedagogia pela UTP, professora da rede estadual de educação.
  • Dimas Floriani, professor titular e aposentado Sênior nos programas de Ciências Sociais e no Doutorado Interdisciplinar em Meio Ambiente e Desenvolvimento da UFPR.
  • Isacir Mognon, capelão esportivo.
  • Jair Kriscke.
  • Jaqueline Bertoni, bacharel em letras UTP e bacharel em direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).
  • Jaqueline Borges Monteiro, bacharel em direito e letras, especialista em ciência politica e em desenvolvimento econômico do trabalho pela UFPR.
  • Milton Ivan Heller, jornalista e escritor.
  • Werner Fuchs, pastor.

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